Sandman: Noites sem Fim (2003)

Equipe responsável DsClub

Editora Vertigo (DC Comics)

Status: Concluído

Visualizações: 1,7 mil
Cover Especial estrelado pelos Perpétuos ou Sem-Fim, seres que não são deuses nem humanos, nem mesmo anjos, e sim entidades místicas que existem desde que o primeiro ser consciente surgiu no Universo e permanecerão aqui até que o último ser consciente pereça. São eles: Destino (Destiny), Morte ou Desencarnação (Death), Sonho ou Devaneio (Dream), Destruição (Destruction), Desejo (Desire), Desespero (Despair) e Delirium (Delirium). Morfeu é um dos diversos nomes adotados pelo Sonho, assim como Sandman. Lançado nos Estados Unidos em setembro, Noites Sem Fim foi campeã de vendas e se tornou a primeira graphic novel a figurar na lista de livros mais vendidos do New York Times. Para entender a importância dessa publicação, é preciso entender um pouco quem é Neil Gaiman e o que foi Sandman. Neil Gaiman pode ser considerado um dos mais importantes escritores de fantasia da atualidade. Entretanto, ele começou sua carreira como jornalista. Um dos seus primeiros trabalhos foi Violent Cases, com um dos seus mais freqüentes parceiros de trabalho, o artista Dave McKean. Graças a esse trabalho, ele e McKean conseguiram uma vaga na DC e realizaram a minissérie Orquídea Negra (que está sendo relançada no Brasil), sobre uma obscura super-heroína da editora. A minissérie possibilitou que eles alcançassem vôos maiores, Gaiman passou a escrever a série mensal Sandman e McKean, além de ser o capista oficial de Sandman e Hellblazer, também realizou o especial Asilo Arkhan (relançado pela Panini em 2003), escrito por Grant Morisson e estrelado pelo Batman. Além de Sandman, Gaiman também é o autor de outros quadrinhos, entre eles Livros da Magia (estrelado por um jovem mago de 12 anos, dono de uma coruja e que usa óculos, muito antes de Harry Potter aparecer), Miraclemen, Mr. Punch, algumas minisséries estreladas pelos Perpétuos, entre outras coisas. Atualmente, está escrevendo seu primeiro trabalho para a Marvel Comics: 1602. E, para completar, Gaiman já escreveu livros de contos e poesias (Fumaças e Espelhos), séries de TV (Neverwhere), romances de fantasia (Deuses Americanos e Belas Maldições), fábulas para adultos (Stardust), livros infantis (Coraline e Wolves in the Walls), além de um trabalho para o rádio. Ganhou diversos prêmios importantes, como o Eisner, o Hugo e o Nebula. Já Sandman, considerada a maior obra de Gaiman para os quadrinhos, é uma das mais fascinantes histórias já publicadas pela DC Comics, ganhando fãs fervorosos e entusiasmados ao redor de todo o mundo. Alternando momentos de pura fantasia e poesia com outros de um terror indescritível, Sandman ainda tinha o acréscimo de citar diversas mitologias, clássicos da literatura (em especial Shakespeare) e do cinema, trechos de músicas, tudo sem parecer enfadonha ou intelectualóide. E se não bastasse a ousadia nos textos, Gaiman ainda teve a coragem de encerrar a série no auge do sucesso, com o brilhante argumento de que uma boa história tem começo, meio e fim, e um bom escritor sabe qual a hora de parar. Na realidade, Sandman não é uma criação de Neil Gaiman. O personagem surgiu na década de 30 (a Era de Ouro dos quadrinhos) e era um detetive chamado Wesley Dodds, que usava uma arma de gás para colocar os bandidos para dormir. Outras versões de Sandman se seguiram a essa, mantendo apenas o nome em comum. Quando Gaiman assumiu a tarefa de relançar o título, apenas aproveitou o nome e recriou totalmente a personagem, seguindo por um caminho totalmente diferente dos seus antecessores, contando a história de Lorde Morfeu, regente do Sonhar e um dos sete Perpétuos. Foi graças ao trabalho de Neil Gaiman e seu Sandman, assim como o de Alan Moore com Watchmen e Monstro do Pântano, que os grandes estúdios descobriram que adultos liam quadrinhos e gostavam de temas diferenciados e densos. Sem Sandman e o Monstro do Pântano, não teríamos sido presenteados com obras fenomenais como Hellblazer (estrelado por John Constantine), Preacher (do polêmico Garth Ennis), ou mais recentemente 100 Balas, de Brian Azarello e Eduardo Risso, e o premiadíssimo Fables. Voltando a Noites sem Fim, a edição nacional lançada pela Conrad é a primeira tradução mundial deste trabalho de Gaiman e até recebeu a honra de ser mencionada pelo próprio autor em seu site pessoal.




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Único Jul 26, 2016 Juan
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